Combatentes




Recce Commando - África do Sul

Atuação: Namíbia e Angola - Anos 80

Em outubro de 1972, em resposta à ameaças de segurança internas e externas, foi criado o 1° Comando de Reconhecimento ( 1º Reconnaissance Commando ou como é popularmente conhecido, "Recces") inicialmente com sede em Oudtshoorn. Esta foi a primeira unidade de Forças Especiais da África do Sul e desempenhou um papel significativo na guerra de fronteira de 30 anos do país na Namíbia e Angola. Está diretamente sob o comando da Divisão de Operações Conjuntas da SANDF (South African National Defence Force) e, ao contrário de outras forças semelhantes em todo o mundo, não faz parte do Exército Sul-Africano. A organização das forças especiais foi alterada para a estrutura atual em 1996 e está estruturada da seguinte forma: 4° Reconnaissance Commando, especializado em operações em ambiente marítimo, sediada na cidade litorânea de Langebaan; 5° Reconnaissance Commando, com a missão básica de operar infiltrado profundamente em território hostil, recolhendo informações estratégicas e rastreando tropas inimigas; e uma unidade de Manutenção, que fornece apoio logístico.

Os "Recces" sul-africanos foram empregados em muitos "pontos quentes" durante o final dos anos 1970 e início dos anos 1980, particularmente em Angola. O principal inimigo era a SWAPO (South West Africa's People Organization ou Organização do Povo do Sudoeste da África) cujo braço armado PLAN era uma organização de guerrilha que lutava por uma Namíbia independente. Uma das operações mais eficazes do "Recces" ocorreu em 1982: a Operação Mebos penetrou profundamente em Angola e destruiu a sede da SWAPO. Na Operação Askari, no inverno de 1984, os “Recces” cortaram quase todas as linhas de abastecimento de e para a SWAPO em Angola. Em 1985, uma equipa do "Recce" empreendeu a polêmica Operação Cabinda, uma tentativa fracassada de sabotar as instalações petrolíferas angolanas geridas pela Gulf Oil. No início do verão de 1985, outra equipe "Recce", sob o comando do capitão Andre Diedericks, cruzou para a província de Cuando Cubango em Angola e com a ajuda da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) foi secretamente enviada para a área de Menongue.

A equipe teve à sua disposição o sistema de defesa antiaérea russo 9K31 Strela-1, montado em veículos 4x4 e sua missão era realizar operações de combate secretas, codinomes "Catamaran 1", "Catamaran 2" e "Cerberus" com o objetivo de interromper o tráfego aéreo na província, abatendo transportes aéreos e aeronaves de combate. A 11 de junho de 1985, a cerca de 80 km de Menongue, a equipe abateu um avião angolano que carregava 69 milhões de kwanzas (moeda angolana), vários meses de salário para o pessoal da 16ª Brigada das FAPLA com base em Cuito Cuanavale. Quando a aeronave caiu no solo, o dinheiro foi roubado pelos soldados da UNITA que davam apoio aos "Recces". Em 25 de novembro de 1985, a mesma equipe também abateu um avião de transporte Antonov AN-12 com destino à capital Luanda, que caiu a cerca de 43 km a sudeste de Menongue, vitimando todas as pessoas a bordo, doze soviéticos e nove angolanos. Nos anos 90, apenas 8% dos voluntários que ingressavam no curso de treinamento dos Recce Commandos, com duração de 42 semanas, eram aprovados. Aqueles que lograssem êxito poderiam ostentar o emblema da unidade - uma faca de Comando invertida dentro de uma coroa de louros, que simboliza tanto as forças especiais (a faca) quanto a vitória (a coroa) - e se tornariam parte de uma força de elite especializada em ações anti-terroristas, com excepcionais capacidades em rastrear, sobreviver e combater nas savanas africanas.

Todos os "Recces" são paraquedistas qualificados em técnicas de salto livre e HALO (High Altitude Low Opening). Seu uniforme e equipamentos levam isto em consideração, como sua mochila com alças reforçadas e com um espaço no meio para abrigar o paraquedas dobrado. O uniforme padrão tem um tom de areia escuro que proporciona uma boa cobertura quando em operações nas savanas, embora outros tipos de padrões de camuflagem estejam disponíveis, variando de um mix de tons de azuis escuros, preto e cinza, até um tom de areia claro ou mesmo khaki. Em condições operacionais, efetivos "Recce" de cor branca são usualmente vistos com seus rostos completamente pintados com pasta escura, para disfarçar sua identidade a uma certa distância em uma região habitada predominantemente por africanos de cor negra. Este soldado usa um chapéu simples de abas moles, muito comum entre os operadores das forças especiais sul-africanas. No cinturão há duas bolsas de lona para cartuchos extras de munição calibre 5.56 mm de seu fuzil de assalto Galil, de fabricação israelense, mais duas granadas de fuzil, um cilindro de fumaça e um cantil.

 


 

 



Combatentes


Apresentamos os protagonistas das principais guerras do século XX, com o relato de onde e como atuaram, seus uniformes, suas armas e seus atos de bravura e heroísmo em combate. Histórias fascinantes que levarão o visitante a participar como coadjuvante dos eventos em que elas ocorreram. Para conhecer detalhadamente cada um destes valorosos soldados de infantaria, fuzileiros navais, paraquedistas e comandos de forças especiais, basta clicar nas janelas acima, por especialidade ou pela ordem em que foram incluídos os artigos nesta seção.

..... .. ...... ........

 

 

. ...................... . .......

 


www.militarypower.com.br
A sua revista de assuntos militares na internet
eXTReMe Tracker