Armas de Guerra

 

Navios-Patrulha "Amazonas" - Brasil
A classe “Amazonas” é composta por três navios de patrulha oceânica (OPV - Offshore Patrol Vessel) construídos pela Vosper Thornycroft Shipbuilding (agora BAE Systems Surface Ships) e entraram em serviço na Marinha do Brasil entre 2012 e 2013. São baseados nos navios de patrulha da classe River da Marinha Real Britânica, são projetados para realizar uma série de tarefas de gerenciamento da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), operações especiais e aplicação da Lei marítima. Um total de nove foram construídos para a Royal Navy, quatro do Lote 1 e cinco do Lote 2. O HMS Clyde, que era o navio de guarda das Ilhas Malvinas, foi desativado e transferido ao final de seu contrato de arrendamento para a Força Naval Real do Bahrein. Os três navios restantes do Lote 1 realizam tarefas de segurança pesqueira e patrulha de fronteiras em águas britânicas. Os cinco novos navios do Lote 2 proporcionam presença avançada no exterior, desempenhando funções de segurança marítima e operações de socorro em desastres, ocasionalmente apoiados por um navio da Royal Fleet Auxiliary. Foram projetados e construídos para substituírem os sete navios da classe Island e os dois navios-patrulha da classe Castle. O HTMS Krabi foi o primeiro de dois navios que adaptaram o projeto River para a Marinha Real Tailandesa e construídos na Tailândia. Os três navios da classe Amazonas, em serviço na Marinha Brasileira, foram desenvolvidos a partir do projeto da classe River do Lote 1, e os navios do Lote 2 da Marinha Real Britânica, por sua vez, foram baseados no projeto Amazonas. Seu desenvolvimento começou no início de 2001, quando o Ministério da Defesa britânico fez um pedido ao estaleiro Vosper Thornycroft para três OPV da classe River para substituir a classe Island. Entendia-se que as taxas de disponibilidade mais elevadas da nova classe, de até 300 dias por ano, permitiriam que os três novos navios desempenhassem as funções dos cinco navios que substituíram. Inicialmente a Royal Navy arrendou os navios da Vosper sob um contrato de cinco anos, no valor de 60 milhões de libras. Como parte do contrato, a Vosper seria responsável por toda a manutenção e suporte durante o período de afretamento. Este contrato foi renovado em janeiro de 2007 por mais cinco anos, no valor de 52 milhões de libras. No entanto, em setembro de 2012, em vez de renovar o contrato, Ministério da Defesa anunciou que havia adquirido os navios por 39 milhões de libras. Os classe River são significativamente maiores do que os da classe Island e possuem um grande convés aberto na popa, permitindo que sejam equipados para uma função específica, que pode incluir combate a incêndios, socorro em desastres e trabalho antipoluição e para esse fim possui um guindaste com capacidade de 25 toneladas. Além disso, o convés é suficientemente forte para o transporte de vários veículos leves com esteiras e rodas ou um LCVP (Landing Craft Vehicle Personnel). Na Grã-Bretanha são usados principalmente com o Esquadrão de Proteção da Pesca e patrulha da ZEE.

A classe Amazonas foi originalmente denominada classe Port of Spain e construída para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago. Então, apesar de duas das embarcações já estarem concluídas e aguardando entrega e com o treinamento da tripulação em andamento no Reino Unido, o governo do país caribenho cancelou o pedido em setembro de 2010. Em dezembro de 2011, foi noticiado que a Marinha do Brasil estava interessada em comprar as embarcações e possivelmente até cinco embarcações adicionais do mesmo projeto. A venda, por 133 milhões de libras, foi então confirmada em 2 de janeiro de 2012. O agora designado P-120 “Amazonas” foi incorporado à Marinha do Brasil em 29 de junho em Portsmouth. Durante sua viagem de um mês para o Brasil, atracou nas cidades de Natal e Salvador, antes de sua chegada ao Rio de Janeiro. Os outros dois navios da classe foram batizados como P-121 “Apa” e P-122 “Araguari”. Desde então, estes OPVs modernos têm servido de forma exemplar e altamente eficiente na proteção de nossos mares, uma tarefa que cobre cerca de 5,7 milhões km², nossa "Amazônia Azul". Medindo 90,5 metros de comprimento, 13,5 metros de calado e boca de 3 metros, deslocam cerca de 2.200 toneladas, sendo equipados com dois motores diesel MAN 16V28/33D com empuxo unitário de 9.900 hp, contando também com dois hélices de passo controlável, mecanismo que proporciona uma manobrabilidade superior, permitindo reversão instantânea do empuxo sem inverter o motor, além de melhorar a eficiência do consumo de combustível em diferentes velocidades e cargas. Sua velocidade máxima é de 25 nós (46 km/h), com alcance de 5.500 milhas náuticas (10.200 km), podendo operar por até 35 dias sem apoio de terra. Entre seus sensores estão o radar de navegação SharpEye da Kelvin Hughes Ltd e o radar Terma Scanter 4100 2D, da BAE Systems. Estão armados com um canhão principal DS30M Bushmaster II, calibre 30mm, montado na proa, dois canhões calibre 25mm e duas metralhadoras pesadas calibre 12.7mm. Embora não operem com aeronaves orgânicas, possui um deck de voo com 20 metros, podendo receber um helicóptero pequeno ou uma aeronave remotamente pilotada (ARP). Em 2024, diversos meios navais da Força foram empregados para apoiar os trabalhos de assistência às vítimas das fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul. O P-120 “Amazonas” transportou, na ocasião, embarcações de resgate e toneladas de alimentos, além de água, roupas, cobertores e outros itens de uso pessoal para os sobreviventes da catástrofe. Em julho do ano passado, a Marinha empregou o “Amazonas” e o “Apa” na "Operação Redentor", voltada à segurança marítima e litorânea da cidade do Rio de Janeiro durante a reunião de Cúpula dos BRICS.


Origem
   
Grã-Bretanha
Tripulação
   
70 efetivos
Dimensões
     
Compr: 90,5 m
calado: 13,5 m
boca: 3 m
Deslocamento
     
2.200 ton
Alacance
      5.500 mn
Propulsão
     
2 motores diesel MAN 16V28/33D,
com empuxo unitário de 9.900 hp

Armamentos
     
1 canhão de 30mm
2 canhões de 25mm
2 metralhadoras 12.7mm




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