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Comando do Spetsnaz GRU - Rússia

Atuação: Criméia - 2014


Durante a década de 1970, quando a Guerra Fria estava no auge, o Ocidente tomou consciência da existência de um novo tipo de unidade soviética, conhecida como "brigadas diversionárias". Embora a Guerra Fria tenha terminado, tais unidades ainda fazem parte da ordem de batalha russa, embora suas missões tenham mudado. Essas tropas, conhecidas como Spetsnaz (Spetsialnoye nazranie ou tropas de funções especiais) eram oriundas das fileiras do Diretório Principal de Inteligência (Glavnoe Razvedyvatel'noe Upravlenie, GRU) e nos anos 80 seu efetivo era algo em torno de 30.000 homens. Portanto a palavra Spetsnaz não se refere a uma única e específica unidade de elite da Rússia, mas sim a toda e qualquer unidade especializada em operações de forças especiais. Existem unidades Spetsnaz no Exército, na Marinha e nos órgãos de segurança russos, cujos membros são escolhidos a dedo e passam pelo menos cinco anos treinando as especialidades requeridas para as suas mais diversas missões. Nos dias atuais se dividem basicamente em quatro grupos: a Spetsnaz FSB, formada por duas equipes, ambas controladas pelo Escritório de Segurança Federal, a Alpha Team prioritariamente responsável por ações anti-terroristas e a Vega Team incumbido de garantir a segurança de instalações estratégicas do país, tais como usinas de energia nuclear; a Spetsnaz MVD é uma tropa de combate de elite cujas missões são comparáveis as dos Rangers do US Army; a Marinha russa tem sua própria força Spetsnaz, envolvida na proteção de suas instalações e em missões de reconhecimento; e a Spetsnaz GRU, equivalente à britânica SAS, especializada em reconhecimento e coleta de Inteligência atrás das linhas inimigas, ações de sabotagem em território hostil e a eliminação de líderes políticos ou militares em tempos de guerra.

De acordo com a doutrina operacional da Spetsnaz GRU, a missão de reconhecimento é conduzida de uma forma a subverter o potencial político, econômico e militar, bem como a moral de um possível ou atual inimigo. Isto inclui recolher o máximo de informações de Inteligência das principais instalações militares e estratégicas e então destruí-las ou deixá-las fora de ação. também são suas atribuições organizar sabotagens (ex: destruir os postos de comando para a orientação de armas nucleares) , atos de subversão, ataques punitivos contra rebeldes, conduzir operações de propaganda/psicológicas ou até mesmo treinar insurgentes aliados. Agindo em grupos de cinco a dez pessoas, o Spetsnaz GRU é capaz de agir de forma autônoma por vários dias. Trata-se de uma tropa de soldados que passou por um treinamento físico e psicológico especial, em que se dá especial ênfase ao domínio das armas, à habilidade em comunicações por rádio e ao conhecimento do território inimigo. São treinados para cumprir suas ordens secretamente, sem se envolver em operações militares (procurar, encontrar e destruir).

Embora essas práticas nunca tenham sido usadas contra países da Europa, muitas das táticas, técnicas e procedimentos das Spetsnaz foram testados em uma situação real durante a invasão soviética do Afeganistão em 1979, quando unidades Spetsnaz formaram a ponta-de-lança da principal força de ocupação, obtendo grande sucesso. E com certeza foram novamente colocadas em prática recentemente, quando da anexação da região da Criméia, na Ucrânia, em 2014. Durante boa parte de fevereiro daquele ano, milhares de soldados extras foram silenciosamente enviados às bases que a Rússia era autorizada por tratado a possuir na Criméia. "Civis voluntários" se instalaram lá também. O plano foi realizado secretamente e com pleno sucesso. No dia seguinte, domingo 2 de março, tudo acabou. O mundo exterior ainda esperava que navios russos chegassem e a capturassem. Mas já tinha acontecido de forma furtiva e sigilosa. Em dois dias, as bases militares ucranianas foram tomadas por soldados de aparência dura. Eles carregavam as mais avançadas armas russas, mas seus uniformes não tinham marcações nacionais nem de unidade, nem distintivos de categoria. As operações militares anteriores da Rússia sempre foram realizadas com o uso massivo de tropas, envolvendo grande número de tanques, e às vezes grande derramamento de sangue. A anexação da Criméia foi completamente diferente. Era uma infiltração, não uma invasão. Aqueles que queriam manter a região como uma parte da Ucrânia estavam muito chocados e intimidados para resistir. Toda a operação foi planejada e executada com muita habilidade. Mas não há absolutamente nenhuma dúvida o que era, um golpe de Estado notável, rápido e quase sem sangue.

Nesta ocasião, o comando utiliza o novo uniforme russo em tons de verde e marrom. Em 2008, a Rússia introduziu um design de camuflagem pixelizado destinado a substituir os padrões VSR e Flora. Oficialmente chamado de Edinaya maskirovochnaya rascvetka ou EMR, traduzindo grosso modo como Coloração de Camuflagem Unificada (neste sentido a palavra "unificada" refere-se ao fato de que é comum a todas as forças armadas da Rússia). O padrão é muitas vezes referido como Tsifra, Tetris ou "flora digital". A adoção em grande escala teve início em 2011. O blusão tem fechamentos em velcro e quatro bolsos largos na parte frontal. Há proteções removíveis em poliuretano para os cotovelos e para os joelhos. Dentro do programa Ratnik (Infantry Combat Systems) foram desenvolvidos e distribuídos vários equipamentos: o capacete em kevlar modelo 6B47 (onde podemos visualizar também óculos de proteção balística, envolto por uma capa de proteção); o colete a prova de balas modelo 6B45 aumentando a área de proteção para a região do quadril e do pescoço; e o colete de carga leve modelo 6Sh117 para munições, medicamentos, rações e outros utensílios. Sua pistola provavelmente é uma Serdyukov SPS semi-automática, calibre 9mm, com pente para 18 cartuchos, muito comum entre os operadores de forças especiais russos. Este homem carrega um rifle sniper Dragunov SVD, calibre 7.62mm, semi-automático com capacidade para dez cartuchos, embora a arma padrão das tropas Spetsnaz seja o rifle de assalto AKS-74U, calibre 5.45mm e pente para 30 cartuchos.

 


 

 



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Apresentamos os protagonistas das principais guerras do século XX, com o relato de onde e como atuaram, seus uniformes, suas armas e seus atos de bravura e heroísmo em combate. Histórias fascinantes que levarão o visitante a participar como coadjuvante dos eventos em que elas ocorreram. Para conhecer detalhadamente cada um destes valorosos soldados de infantaria, fuzileiros navais, paraquedistas e comandos de forças especiais, basta clicar nas janelas acima, por especialidade ou pela ordem em que foram incluídos os artigos nesta seção.


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