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Combatentes |
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do 100° Grupo de Bombardeio - EUA Segunda Guerra Mundial Atuação: Europa - 1943 a 1945 |
Talvez nenhuma outra missão tenha consolidado a reputação do 100º Grupo de Bombardeio como o ataque a Münster, em 10 de outubro. Visando moradias operárias no Vale do Ruhr, o Grupo lançou 13 aviões, um deles pilotado pelo reflexivo e erudito 1º Tenente Robert Rosenthal. Aos 25 anos, "Rosie" era mais velho que a maioria dos pilotos e havia se formado em direito antes de se alistar. Mais importante ainda, ele era judeu e, compreendendo claramente a ameaça nazista, via seu serviço como uma obrigação moral. A caminho do alvo, o Grupo sofreu os ataques mais violentos da Luftwaffe até então, com os bombardeiros sendo atingidos tanto por fogo antiaéreo quanto por caças. Conforme a formação se dirigia ao ponto inicial, os aviões do 100º Grupo foram abatidos um a um. Apenas "Rosie" conseguiu chegar ao alvo. Com seu próprio avião atingido, ele continuou o ataque. Lançou sua carga, perdendo também dois motores, o sistema de intercomunicação e o sistema de oxigênio. Como o único avião dos 13 lançados a retornar para Thorpe Abbotts, "Rosie" logo ganhou status lendário. Sua reputação continuaria a crescer à medida que completava duas missões, era abatido duas vezes, escapava da captura e recebia a Cruz de Serviço Distinto, duas Estrelas de Prata, duas Cruzes de Voo Distinto (além do equivalente britânico) e dois Corações Púrpura. Apesar da bravura e da perícia de Rosenthal naquele dia, com as perdas do Grupo sobre Munster, o 100º agora era firmemente rotulado como uma unidade amaldiçoada. A despeito do fato de que os bombardeiros americanos voavam em formações defensivas, as missões de ataque realizadas em plena luz do dia provocavam pesadas perdas nas mãos dos caças da Luftwaffe. Durante o bombardeio sobre Schweinfurt em 14 de outubro de 1943, por exemplo, de um total de 291 aeronaves que participaram da missão, 60 B-17 Flying Fortress foram abatidos e outros 133 foram danificados. O ataque ficou conhecido como a "Quinta-feira Negra" da Oitava Força Aérea, resultando em uma reavaliação da tática de bombardeios diurnos, apesar do resultado do ataque no qual três das cinco fábricas alemãs de rolamentos terem sofrido pesados danos. Os americanos defendiam a tese de que bombardeios diurnos, de alto risco para as tripulações, permitiam atacar alvos estratégicos com maior precisão, diminuindo os efeitos colaterais sobre a população civil. Já os britânicos, revoltados com os bombardeios alemães sobre Londres e outras cidades desde o início da guerra, preferiam ataques noturnos simplesmente para causar o máximo de destruição às cidades alemãs e com isso, abalar a moral do inimigo. Embora o 100º Grupo de Bombardeio tivesse a reputação de ser uma unidade azarada, essa distinção era mais mito do que realidade. Ao longo da guerra, o Grupo não sofreu perdas estatisticamente maiores do que qualquer outro e, em algumas missões, saiu ileso. Considerando as perdas da Oitava Força Aérea devido à condução da Operação de Bombardeio de Precisão (CBO), a maioria dos grupos de bombardeiros sofreu perdas em uma proporção relativamente uniforme. No entanto, os ataques a Regensburg e Munster criaram uma percepção difícil de dissipar. Além dessas missões, as personalidades marcantes que compunham as fileiras da unidade contribuíram para sua reputação singular. Homens como o comandante Chick Harding, os majores John "Bucky" Egan e Gale "Buck" Cleven, o navegador Harry Crosby e "Rosie" Rosenthal contribuíram para a história e a reputação distintas da unidade. O conjunto de missões, ações e personalidades criou uma sinergia que fez do 100º Grupo de Bombardeio uma das unidades mais lendárias da Segunda Guerra Mundial. A tripulação do B-17 Flying Fortress consistia de 10 homens: piloto, co-piloto, navegador, artilheiro responsável pelo lançamento das bombas, engenheiro de voo, operador de comunicações e quatro artilheiros para as metralhadoras defensivas (duas nas laterais, uma na torre giratória ventral e uma na cauda). Os demais, além de suas funções específicas, também operavam as metralhadoras na torre dorsal e na estação no nariz da aeronave. Para enfrentar as temperaturas congelantes quando voando em altas altitudes, os tripulantes vestiam o macacão de voo integralmente forrado com lã de ovelha e de alpaca, sobreposto pelo colete salva-vidas, completados pelo capacete de couro A-11 integrado com os fones de ouvido, óculos de voo B-8 e máscara de oxigênio A-10. |
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Combatentes
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| Apresentamos
os protagonistas das principais guerras do século XX, com o
relato de onde e como atuaram, seus uniformes, suas armas e seus atos
de bravura e heroísmo em combate. Histórias fascinantes
que levarão o visitante a participar como coadjuvante dos eventos
em que elas ocorreram. Para conhecer detalhadamente cada um destes
valorosos soldados de infantaria, fuzileiros navais, paraquedistas
e comandos de forças especiais, basta clicar nas janelas acima,
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