.Tropas de Elite


Cuerpo de Fuerzas Especiales - México

Comando do Corpo de Forças Especiais mexicano O Corpo de Forças Especiais (antes chamado de Grupo Aeromóvil de Fuerzas Especiales - GAFE) é uma unidade de operações especiais dentro da organização da Secretaria de Defesa Nacional do México. O pano de fundo para a criação do GAFE remonta a 1986 com as Forças Especiais de Reação Imediata do Alto Comando (FERIAM), formada com os oficiais e efetivos que mais se destacaram na Brigada de Fuzileiros Paraquedistas, cujo objetivo era mobilizar unidades reação / combate, apoio logístico, sistemas de comunicação, transporte e armamento para qualquer eventualidade durante a Copa do Mundo de Futebol, realizada no México e cuja formação especializada foi fornecida pela Gendarmerie francesa. Mais tarde, foi durante a revolta dos guerrilheiros do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), em janeiro de 1994, que assumiu maior importância nas ações de segurança interna. Várias unidades foram enviados para reprimir o levante do EZLN no Estado de Chiapas, na "Operação Arco Íris". Formalmente o GAFE surge no ano de 1990, com pessoal mais experiente formado em sua maioria por oficiais com cursos e forças de operações especiais no exterior e elementos da tropa de formação inicial dos para quedistas. Seu treinamento inicial foi fornecido por instrutores das Forças Especiais dos Estados Unidos, Sayeret Matkal de Israel e da Gendarmerie francesa. Em 1995, o projeto para dotar as regiões com seus respectivos GAFE começou e então dez unidades com dimensão regional foram instalados. Em 1996, a alocação de GAFEs nas 12 Regiões foi finalizada (os dois últimos foram o XI e o XII). Em abril de 1997, a expansão dos GAFEs abrange as 40 zonas militares e uma Força de Intervenção Rápida é adicionada, além de 36 grupos anfíbios de forças especiais. Para apoiar a consolidação de todas estas unidades foram criadas duas Escolas de forças especiais e em seu adestramento fica evidente a relevância que tem para o Exército este novo conceito e esta nova estrutura organizacional.

O treinamento é para operações em selva, montanha, deserto, ambientes anfíbio e submarino. Deve-se mencionar que os GAFEs, por volta de 1997-98, são as forças que se empregam em numerosas operações contra o tráfico de drogas, resgate de população civil e contrainsurgência. Na Marinha, da mesma forma, se focam nos treinamento de GAFEs navais. Em janeiro de 2002, 56 grupos foram reorganizadas em diferentes áreas e regiões militares, e dois anos mais tarde o Grupo contava com cerca de 5.500 efetivos, distribuídos em nove Batalhões e uma unidade de Alto Comando. Em 1º de outubro de 2013, nova reorganização foi executada, formando 6 Batalhões de Forças Especiais e desmobilizados cinco Batalhões e seis Grupos de Forças Especiais Anfíbias. O Grupo Aeromóvel de Forças Especiais - GAFE deixou de ser chamado assim desde 2004, quando mudaram sua denominação oficial para Corpo de Forças Especiais. Como unidade de elite do Exército mexicano com a missão de levar a cabo operações especiais e secretas, se diferencia de todas as outras unidades do Exército por seu alto grau de treinamento, disciplina, tolerância à dor, controle das emoções, coragem, capacidades físicas, psicológicas e de combate. Todas as operações são consideradas como "informações classificadas" e só são conhecidas pelo Alto Comando do Exército, incluindo o Presidente da República como o comandante supremo das Forças Armadas.

Snipers do Corpo de Forças Especiais mexicano Atualmente estão realizando operações contra os cartéis do narcotráfico e do crime organizado no país. O Corpo de Forças Especiais é formado por três Brigadas divididas em seis Batalhões e mais três unidades que são a Força de Intervenção Rápida, a Força Especial da Polícia Militar e a Força Especial do Alto Comando do Exército, às vezes trabalhando em conjunto com o Centro de Investigação e Segurança Nacional (CISEN), com a Procuradoria Geral da República e com a Polícia Federal e estão assim distribuídas no território mexicano:
- Quartel General do Corpo de Forças Especiais Temamatla, Estado de México: Unidade de Forças Especiais do Alto Comando, Distrito Federal;
- 1ª Brigada de Forças Especiais Puebla: 1º Batalhão de Forças Especiais, 2º Batalhão de Forças Especiais e 3º Batalhão de Forças Especiais;
- 2ª Brigada de Forças Especiais, Tijuana, Baja California: 4º Batalhão de Forças Especiais, 5º Batalhão de Forças Especiais, 6º Batalhão de Forças Especiais (Nogales, Sonora) e Força de Intervenção Rápida San Juan Copalar (Chiapas).

Desde a sua criação, seus homens receberam uma grande variedade de treinamento por diferentes grupos de forças especiais de todo o mundo. Com o intuito de unificar as doutrinas de emprego e homogeneizar todos estes conhecimentos, o Exército criou a Escola Militar de Forças Especiais em 1998, depois Centro de Treinamento das Forças Especiais, localizado no sopé do vulcão Iztaccihuatl. O curso básico das forças especiais dura 6 meses. Para obter a máxima eficiência operacional de seus efetivos, recebem treinamento constante, o que lhes permite atuar em qualquer área geográfica do país sempre que for acionado pelo Alto Comando. Contam ainda com quatro Sub-Centros de Adestramento, onde são ministrados cursos de combate em ambientes específicos: San Miguel de los Jagueyes (operações urbanas); Laguna Salada (operações em deserto ou terrenos áridos); Xtomoc, Quintana Roo (operações em selva, anfíbias e de mergulhadores de combate); e El Salto, Durango (operações em montanhas). Os cursos principais são: Curso Básico de Forças Especiais; Curso de Operações de Intervenção (COI); Curso Básico de Contraterrorismo (CAT); Curso de Formação de Snipers; Curso de Operações Urbanas (COU); Técnicas de Demolição; Técnicas de Guerra Anfíbia; e Segurança de Altas Autoridades. Para o deslocamento das unidades são disponibilizados helicópteros UH-60 Black Hawk, Mil Mi-17, CH-53 Stallion e Bell 412. Para as operações em solo se utilizam de veículos leves HUMVEE, pick-ups Chevrolet Cheyenne, veículos táticos Sand Cat e blindados MATV Oshkosh. Dependendo da situação, são empregadas motocicletas ou quadriciclos todo terreno, Veículo Ligeiro de Assalto (VLA) e botes infláveis. Os armamentos incluem fuzis de assalto Colt Commando M4 e Colt M16, pistolas H&K P7 e Sig Sauer P226, submetralhadoras H&K MP-5 e FN P90, metralhadoras FN Minimi e FN MAG, fuzis snipers Barrett M82 e H&K PSG-1, armas leves antitanques RPG-7 e AT-4.



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