Tropas de Elite


MARSOF - Holanda

Criada em 2013, com a fusão da Unit Interventie Mariniers (UIM) com a Companhia de Operações Especiais Marítimas (MSO), as Forças de Operações Especiais Marítimas da Holanda (NLMARSOF - Netherlands Maritime Special Operations Forces, também chamadas simplesmente de MARSOF) são a unidade de forças especiais do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha Real Holandesa e pode ser empregada em todo o mundo para realizar diversos tipos de missões, como contraterrorismo, com foco no ambiente marítimo. Suas operações são planejadas e coordenadas pelo Comando de Operações Especiais da Holanda (NLD SOCOM). Até 2008, a capacidade das forças especiais marítimas holandesas consistia em três unidades distintas: o Pelotão Holandês de Mergulhadores de Combate, a Tropa de Reconhecimento de Montanha e o UIM. A primeira tem historicamente uma forte conexão com o SBS britânico, e era informalmente chamado de "7ª Tropa SBS". A partir daquele ano, fundiram-se na Companhia de Operações Especiais Marítimas (MSO-Coy) e eram encarregados de todas as operações anfíbias da Marinha Real Holandesa, até a formação oficial da MARSOF. A unidade está estruturada em três esquadrões operacionais e um grupo de suporte operacional dedicado: Esquadrão Convencional (C-Squadron), encarregado de executar todo o espectro de operações especiais fora da Holanda, com ênfase em patrulhas de reconhecimento de longo alcance. Consiste em comandos convencionais, especialistas em reconhecimento  em montanha (que passaram por um treinamento de nove meses, que ocorre parcialmente no norte da Noruega e os treina na realização de operações em ambientes árticos e de alta altitude) e mergulhadores de combate (que completaram um curso de 23 semanas, ministrado pelo Defensie Duikgroep (Defense Diving Group), no qual recebem treinamento extensivo na condução de assaltos subaquáticos, reconhecimento, demolição e operação de um dos submarinos da classe "Walrus" da Marinha Real da Holanda); Esquadrão de Contra-Terrorismo Marítimo (M-Squadron), responsável por conduzir operações de contraterrorismo dentro do território nacional, treinando extensivamente na neutralização de ataques terroristas complexos, como por exemplo, em plataformas de petróleo off-shore. Fundado como Bijzondere Bijstandseenheid (BBE, Unidade de Apoio Especial) em 1972, foi a primeira unidade de contraterrorismo dedicada na Holanda, criada após um aumento do nível de ameaça terrorista na Europa, e internamente, como os ataques terroristas cometidos por separatistas molucanos; Esquadrão de Treinamento (T-Squadron), com a incumbência de treinar os efetivos dos Esquadrões C e M, além de fazer o recrutamento de voluntários dentro das fileiras do Corpo de Fuzileiros Navais; Grupo de Apoio às Forças de Operações Especiais (SOFSG), encarregado de fornecer material e apoio logístico para todas as operações conduzidas pela unidade. A MARSOF está capacitada a realizar quatro tipos principais de missões: Ação Direta (Direct Action), conduzindo operações ofensivas de pequena escala, como invasões, emboscadas e sabotagem; Assistência Militar (Military Assistance) fornecendo apoio militar a unidades militares estrangeiras, que pode consistir tanto em prover treinamento quanto em prestar assistência durante operações reais; Reconhecimento Especial (Special Reconnaissance), realizando reconhecimento especial atrás das linhas inimigas, monitorando movimentos de tropas hostis, enquanto evita contato direto com o inimigo; Contraterrorismo (Counter-Terrorism), executando operações antiterrorismo nacionais e internacionais, enfatizando o treinamento para ações em um ambiente marítimo.

A seleção para novos efetivos é feita dentro das fileiras do Corpo de Fuzileiros Navais, não havendo possibilidade de civis ou militares de outros ramos ingressarem na MARSOF. O treinamento começa com um curso de pré-seleção de três semanas, o Aptidão. Os recrutas devem passar por esta fase para se qualificarem para o curso MSOF de vinte semanas, que os transformará em operadores MARSOF. Após este curso, todos devem completar o Nationale Interventie Opleiding (Curso de Intervenção Nacional) de quatorze semanas, que se concentra em cenários de contraterrorismo doméstico. Os operadores que concluem esses dois cursos estão totalmente aptos para servir no M-Squadron. Os destinados ao C-Squadron terão que completar o curso Mountain Leader ou Frogmen de doze semanas para obter o status operacional. Os efetivos da MARSOF contam com o que há de mais moderno em termos de armas e equipamentos. As principais armas leves são as pistolas semi-automáticas Glock 17, cal. 9mm, submetralhadoras H&K MP-7 cal. 4.6mm e FN P-90 cal. 5.7mm, fuzis de assalto SIG MCX cal. 7.62mm e HK-416 cal.5.56mm, fuzis sniper AI AXMC e HK-417 ambos com cal. 7.62mm, fuzil anti-material Barrett M82 cal. 12.7mm e a metralhadora leve cal. 5.56mm FN MINIMI. Suas embarcações incluem o Diver Propulsion Vehicle, propulsores individuais que permitem manobras subaquáticas furtivas e que podem ser lançados a partir de submarinos, o Fast Raiding Interception Craft uma lancha rápida para infiltrações táticas ou abordagem de embarcações e o Sea-Doo um jet-ski usado para ações de reconhecimento e para deixar operadores próximos a seu objetivo e para depois resgatá-los. Nas operações em terra são disponibilizados vários veículos 4x4 especialmente adaptados para os tipos de missão que o MARSOF executa, seja em áera urbana, em montanha ou na neve. Desde a sua criação, o M-Squadron (e seus predecessores BBE e UIM), e  o C-Squadron (e seu predecessor MSO-Company), conduziram várias operações que ficaram famosas. Uma visão geral de algumas dessas notáveis ações, nas quais as unidades estiveram envolvidas: 1977 - sequestro de um trem holandês; 1978 - crise de reféns na sede do governo da província holandesa de Assen; 2004 - cerco e prisão de terroristas da Rede Hofstad; 2005-2006 Afeganistão - Força-Tarefa Orange de Forças Especiais holandesas como parte da "Operação Liberdade Duradoura"; 2006-2007 Afeganistão - Força-Tarefa Viper das Forças Especiais holandesas como parte da International Security Assistance Force (ISAF); 2009-2010 Afeganistão - Força-Tarefa TF-55 também integrando a ISAF; 2010 - liberação do navio comercial MV Taipan, que havia sido capturado por piratas da Somália; 2015-2017 Mali - Força-Tarefa Terrestre de Operações Especiais holandesas integrando a missão de paz da ONU (MINUSMA); 2015 Iraque / Síria - fornecimento de aconselhamento e assistência (A&A) às tropas iraquianas e peshmerga, como parte da "Operation Inherent Resolve"; Afeganistão até 2018 - fornecendo assistência à Força Territorial Afegã 888 (ATF-888), em cooperação com o KSK alemão, como parte da Missão de Apoio Resoluto da OTAN.




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