.Tropas de Elite


Kommando Spezialkräfte (KSK) - Alemanha

Comando da unidade KSK do Exército alemão O Kommando Spezialkräfte - KSK (Comando das Forças Especiais) é uma unidade militar de elite composta de soldados treinados em operações especiais selecionados entre as fileiras do Bundeswehr (Exército alemão) e organizados sob a Divisão de Forças de Reação Rápida. Vários membros do KSK receberam condecorações da OTAN, dos Estados Unidos e de países aliados, e seus comandos são freqüentemente solicitados para operações conjuntas antiterror, notadamente nos Balcãs e no Oriente Médio. Desde 1973, até a formação do KSK em 1996, o governo alemão designou todas as atividades antiterroristas e operações especiais para o GSG 9 (Grenzschutzgruppe 9 ou Grupo de Fronteiras 9) uma força policial altamente treinada criada logo após a tomada de reféns que ocorreu em 1972, durante os Jogos Olímpicos de Munique. Antes de 1973, o Fernspähkompanie (Reconhecimento de Longa Distância) do exército, os Kampfschwimmer (Mergulhadores de Combate) e as Sonderwaffenbegleitkompanien (Companhias de Escolta de Armas Especiais) eram as únicas unidades militares comparáveis ao que outras nações possuiam como unidades de forças especiais dedicadas. Após a ativação do KSK em 1 de abril de 1997, todas exceto um dos Fernspähkompanie foram dissolvidos ou fundidos com a unidade recém-constituída. Assim como todas as unidades militares alemãs, o emprego operacional do KSK no exterior, exige a autorização do Bundestag alemão (Congresso Federal). A unidade participou de numerosas campanhas antiterroristas na Europa (com atuações conhecidas em operações dentro do Kosovo e Bósnia & Herzegovina) e, mais recentemente, no Afeganistão. Durante a guerra no Afeganistão, a unidade esteve subordinada ao comando da ISAF (International Security Assistance Force) da ONU desde 2005, realizando numerosas operações nas proximidades de Cabul, incluindo uma invasão bem-sucedida em um esconderijo da Al Qaeda para homens-bomba em outubro de 2006. Em 4 de maio de 2013, relatou sua primeira baixa: o primeiro-sargento Daniel Wirth foi morto a tiros na província de Baghlan durante a operação "Maiwand". Depois deste incidente, outros 40 militares alemães perderam suas vidas na chamada Guerra Global ao Terror, especialmente na região do Oriente Médio. Inicialmente, apenas oficiais e oficiais não comissionados do Bundeswehr estavam habilitados a servir no KSK e para o período de avaliação subseqüente. Como pré-requisito para a entrada, o Curso de Comandos do Exército (Einzelkämpferlehrgang) deve ter sido completado pelo candidato. Desde 2005, no entanto, os pedidos também foram abertos a civis e a pessoal alistado que deve completar um ciclo de treinamento de 18 meses em Reconhecimento a Longa Distância antes do início do intenso processo de seleção do KSK. O processo de seleção para as posições de combate é dividido em duas fases: um regime de treinamento físico e psicológico de três semanas (normalmente com uma taxa de aprovação de 40%) e uma fase de resistência física de três meses (normalmente taxa de aprovação de 10%). Durante a última fase, o KSK usa a região da Floresta Negra como base de provas para futuros operadores. Neste momento, os candidatos devem passar por uma exaustiva corrida de 90 horas pelas trilhas, seguida por um curso internacional de sobrevivência de combate de três semanas no Centro de Treinamento de Operações Especiais multinacional liderado pela Alemanha, em Pfullendorf.

Esquadrão de comandos do KSK alemão em ação Após a conclusão bem sucedida do processo de seleção, os candidatos podem iniciar seu ciclo de treinamento de 2 a 3 anos com o KSK. Este inclui cerca de vinte cursos em mais de dezessete escolas em todo o mundo: na Noruega, no terreno do Ártico; na Áustria, em terreno montanhoso; em El Paso, Texas ou Israel para treinamento no deserto; em San Diego, Califórnia para operações anfíbias; e em Belize para a experiência na selva. O KSK é uma unidade de exército regular no nível de brigada, com cerca de 1.100 efetivos e está assim organizada: Quartel-General, que agrega o Serviço de Operações Psicológicas e Serviço de Línguas Estrangeiras; Grupo de Desenvolvimento da Força; Forças Operacionais que incluem as 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Companhias de Comandos, e o Centro de Treinamento e Desenvolvimento; e Forças de Apoio Logístico, compostas por Companhia de Suprimento e Controle, Companhia de Sinais, Companhia de Suporte (com pelotões de suprimentos, manutenção e logística), e da Companhia Médica. As unidades prontas para combate são divididas em quatro Companhias de Comando de aproximadamente cem homens. Cada uma delas possui cinco pelotões especializados, e cada um destes com uma habilidade única que podem ser adaptadas tanto ao terreno quanto à situação, dependendo do tipo de ação exigido: 1º Pelotão - inserção de veículos; 2º Pelotão - inserção aérea; 3º Pelotão - operações anfíbias; 4º Pelotão - operações em ambientes geográficos ou meteorológicos especiais (regiões desérticas, de selva, montanhosas ou árticas); 5º Pelotão - reconhecimento, operações de inteligência e operações de sniper / counter-snipers. Os esquadrões de comandos que compõem estes Pelotões são formados por quatro membros treinados como especialistas em armas, comunicações, paramédico, armas pesadas ou engenheiro de combate. Como parte das Forças de Reação Rápida, o KSK tem como missões principais a ação direta de comandos, neutralização de alvos de alto valor estratégico, contra-terrorismo, resgate de reféns, infiltração aérea, operações de Inteligência, sabotagem atrás das linhas inimigas, guerra não-convencional, entre outras. Para tanto seus membros têm à disposição as mais modernas armas e equipamentos: pistolas semi-automáticas Heckler&Koch USP e SFP9 de 9mm, submetralhadoras H&K MP-5K e MP-5SD de 9mm, fuzis de assalto H&K G-36K e HK416 A7 de 5,56 mm, fuzis sniper Haenel RS9 e Barrett M107A1, míssil antitanque portátil RGW 60/90, míssil antiaéreo portátil Stinger FIM-92J e míssil antitanque Spike-MR. Estão disponíveis veículos blindados leves 4x4 Rheinmetall Serval, Enok LAPV 6.1 e Mowag Eagle V, veículos blindados todo-terreno sobre esteiras BAE BvS10 Mk.II, e motos trail KTM 640 Military. Os membros do KSK usam boinas marrons como um símbolo de suas raízes em unidades aerotransportadas. Um emblema de metal é usado, que consiste de uma espada cercada por folhas de carvalho. A bandeira da República Federal da Alemanha é representada no fundo da espada. O Kommandoabzeichen (emblema de comandos) tem um design semelhante ao emblema de metal usado na boina, retratando uma espada de prata sobre fundo verde claro cercada por folhas de carvalho e é usado na manga direita do uniforme. Unidades KSK usam o uniforme padrão do Exército, semelhante às unidades de infantaria, mas dependendo do tipo de missão podem ser usados outros padrões de camuflagem.

 


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